Reflexões de sexta categoria

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Tem gente que se orgulha dos seus excessos. Eu tento manter os meus sob pesada vigilância. A verdade, por exemplo. Tem gente que se orgulha de ser “100 por cento honesto”. É que sinceridade e grosseria dividem o mesmo quarto. E acredite: se a pessoa é uma mulher, ela não precisa ser informada que está mais forte. Aliás, já que vai dizer, o sincerão deve falar gorda. Forte é um eufemismo covarde. Viu? Fui sincero e te chamei de covarde. E olha que nem sou 100 por cento honesto. Tem a categoria “expontâneo”, um tipo que anda a vontade pelo mundo, certo? Errado se você confunde ser natural com ser sem noção. Há um subtitpo, o sem noção que é sem noção naturalmente. A sem noçãozice, normalmente, é adquirida por más companhias como duplas sertanejas e a obediência cega à frase “tira o pé do chão”. O sem noção pensa que é autêntico e que não liga para o que os outros estão pensando. O Feliciano é autêntico e não liga pra o que a gente esteja pensando. Ex qualquer coisa é uma chatisse ambulante. A lista é longa. Vai de ex petista a ex fumante e chega fácil aos ex leitores do 50 Tons de Cinza. De um modo geral, o ex tem cura, se exposto ao tempo, caminhadas rotineiras e um bom Veríssimo. Há um grupo que não sei como provar o mal que causam à sociedade como um todo. São os que dizem a nivel de Brasil, terminam um pensamento com interrogações (entende? percebe? Ok? Amém?) e os que utilizam a expressão assim como um todo como parte do raciocínio como um todo. Atualmente ando com medo dos faceativistas e os facepensadores. Os primeiros promovem um “movimento” contra alguma coisa absurda que só no Brasil mesmo é que acontece, o melhor é voltarem os militares, imagina na copa. Os segundos postam fotos com reflexões da Clarisse Linspector, Luiz F. Veríssimo e Arnaldo Jabor. Exemplo Clarice: “Viver é tudo o que acontece antes da morte dos sentimentos adjacentes e anexos ao fato de estarmos vivos”. Exemplo Luiz Fernando Veríssimo: “Li toda a minha obra, com excessão daquele com o desenhos das Cobras”. Exemplo Arnaldo Jabor: “Vota contra, Dilma. Vota contra”

Gentes, hoje é sexta, o fim de semana vai ser azul, não há o que temer. Ou há, o que não faz a menor diferença a nivel de diferença. Pra ser completamente sincero, azar se chover. Gosto de cantar dentro do carro e danço acompanhando o ritmo. Vou numa festa de aniversário e jamais, em tempo algum, deixarei de perguntar se é pavê ou pra comer.

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Publicado por mariel

Desde 1959 tem sido assim

7 Comments

  1. Eu acho que sonhei com esses dizeres, ou vivi, sei lá…

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  2. E que fique registrado que eu também sempre pergunto se é pavê ou prática comer. Na boa!

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    1. Registre-se, por zeus, registre-se.

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  3. achei muito legal você dizer isso, para mim chega a ser uma preocupação existente em minha vida, principalmente “a nivel de”…

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    1. Aleluia, Senhor. Achava que só eu me preocupava com isso. Então chega você e diz que também é tema. Ou seja: temos esperança, temos esperança.

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      1. Tenhamos.

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