Está nos detalhes

As pequenas coisas

Andam devagar
porque nunca tiveram pressa

Entre tantos entretantos, estamos, no entanto não somos. No sumo das coisas, entrevistas, entre vistas e pontos de exclamação, usar ou não? Um caminho, dez caminhos, quantos ninhos, quantas vertentes tentei ver. Desatento, vivo no momento inexato da partilha, sou um ato, um fato, uma anatomia. Não é muito, mas basta. Do eterno a terna parte que gasta.

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Publicado por mariel

Desde 1959 tem sido assim

17 Comments

  1. Mariel,
    Ler você, faz me sentir cigarra. Daquelas que brinca de cantar (trabalhar) vendo formigas de verdade, trabalhando de verdade, enquanto ela vive e morre no frio solitário do inverno.
    Filósofo, poeta, trabalhador, escritor, fotógrafo ou humano apenas, é encantador e contagiante.
    Ler suas palavras é instigante e sempre nos agrega.
    Obrigada por compartilhar-se.

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    1. Claudia, você é oficialmente uma amiga das queridas. Seu acolhimento é o máximo, muito valeu.

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  2. “Entre tantos entretantos, estamos, no entanto não somos.”

    Verso dialético: a gente não é uma constante, é um processo, um vir a ser.

    Chopp quente, heim ? 8-)

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    1. Chopp quente é o processo. A dialética fica por conta do problema na bexiga que isso causa. Super abraço, vou te perdoando aos poucos.

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      1. Amigo Mariel, de novo o baiano. 8-)

        Eu estava estudando direito no largo do S. Francisco quando meus pais morreram na Bahia, em um acidente na estrada para Lençois, na Chapada Diamantina. .

        Voltei para Salvador para resolver todo o problema que a morte deles causou. Mas achei triste ficar na mesma casa que eles. Aluguei uma casa vizinha da famosa ocupação (favela para os cariocas) do Calabar — ali na Av. do Centenário.

        O povo era muito bom, mas nos poucos bares da ocupação a cerveja era irremediavelmente quente.

        Tanto pela alegria da amizade do povo do Calabar, como por política de boa vizinhança, tomei muita cerveja quente ali.

        Minha tolerância ao sabor da cerveja quente, e talvez a resistência de minha bexiga quando muito jovem, é que me permitiram conhecer gente muito legal do Calabar, que de outro não conheceria.

        Abraços fraternos.

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        1. Bem, estudar direito não deveria causar tristeza, imagino. Sinto muito pelos seus bons pais. Os meus também já faleceram, mas porque (penso eu) preferi ser filósofo a cadete das agulhas negras, cada qual com seu carma, como diria Kardec. Foste morar em Calabar, então. É um nome que, a partir de uma ótica franscico holandística, explica muita coisa, inclusve essa inconsciente atração por cerveja quente e desvios à direita. Estou aqui pensando. Talvez seja preciso mais cerveja quente, talvez não. Chico há de resolver.

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      2. \o/
        Olá, amigo, mestre, primo e irmão.

        Aqui quem fala é seu primo Fernandes de origem portuguesa, também conhecido neste contexto como blogueiro aquariano.

        Achei muito bacana o amigo ser filho de miltares e ter interesse em Kardec.

        Com certeza, ainda mais por ser filósofo de verdade, e não daqueles filósofos de botequim (como é o caso dos copiadores e coladores do blogue Musica e Fantasia), Kardec surgiu junto com o cientificismo do século 19. E, por isso, recebeu tanto apoio de militares — e, imagino, de filhos de militares. Afinal, militares foram muito influenciados pelo positivismo do século 19. E, portanto, pelo clima cientificista da época.

        Ler Kardec é ver uma argumentação cristalina, facílima de ser entendida. Afinal, além de cientificista, o mestre lionês era um pedagogo e professor dos melhores.

        Contudo, apesar de sempre intelectualmente muito claro, há partes de Kardec dificílimas de serem entendidas na prática. Uma delas é, com certeza, a parte do perdão.

        Nesta parte, o mestre lionês teria que ser muito ajudado, detalhado mesmo, por seus seguidores brasileiros. Mas, infelizmente, somos pouco cientificistas, pouco racionais, e muito religiosos em nosso país.

        Assim, pouco se sabe e se discute racionalmente sobre perdão entre os espíritas brasileiros. A não ser que se deve perdoar.

        Assim, apesar de, nesse caso, a asa do sentimento ser muito desenvolvida, a asa da razão está gravemente atrofiada entre nós.

        E não é por nada que tanto eu, um filho de portugueses marrento e sentimental, quanto o amigo, um maragato, temos comportamento semelhante quanto ao perdão, resumido na frase caipira “Para não entrar numa briga, dou um boi. Para não sair, dou uma boiada”. 8-)

        Assim, falando de bois, chegamos a nosso amigo taurino, que feriu gravemente os ânimos gauchos do mestre e amigo do blogue Música e fantasia, e particularmente, primo e irmão de 40% do blogue, uma minoria muito expressiva — inclusive, como lembrou o amigo, muito barulhenta. 8-)

        Em outros tempos, talvez eu pedisse ao amigo, mestre, primo e irmão, que perdoasse o parceiro taurino.

        Mas hoje, conhecendo melhor a mim mesmo, entendendo que algumas justas furias precisam de um tempo para serem esfriadas.

        Contudo, não posso deixar de pedir para o mestre, amigo, primo e irmão, para não generalizar sua irritação com nosso blogue, Musica e fantasia, que também é seu. Afinal de contas, você é parceiro da gente.

        Nosso blogue já é incipiente. Creio que não haverá como mantê-lo se as más vibrações de um dos pliares dele — aquelas de sua pessoa — forem dirigidas a todo prédio.

        Se tiver que dirigir sua mágoa contra nós, dirija-as ao colega taurino. Todos taurinos são fortes e, apesar do que possa parecer, muito responsáveis e conscientes dos estragos que fazem nas lojas de cristais.

        Nesta semana, estará escrevendo na 4a-feira.

        Esperando que passe logo a tempestade no grande reservatório de motivação de nosso blogue que é sua pessoa, despedimo-nos com pesar, mas com muito respeito.

        Abraços fraternos.

        PS: cheguei a pensar em dizer, maldosamente, que o colega capricorniano bebia cerveja quente porque era alcóolatra. 8-)

        Mas não pode dizer nada do alcoolismo dos outros quem chegou ao ponto mais baixo da bebida.

        Sim, este seu discípulo, amigo, primo e irmão, nos tempos da faculdade, chegou a beber Conhaque Presidente ! 8-(

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        1. Pelo conhaque, se conhece o presidente, o que parece confirmar a razão quanto à escolha do nome “Granja do Torto”, mas isso é outra história. O perdão kardecisa reencarna sob diversas formas, mesmo que apenas os indianos é que achem que o Paulo Maluf, por exemplo, poderia voltar sob a forma de uma formiga, o que é um absurdo, já que formigas trabalham. Não sou espírita, e se fui, sou um ex-pirita, o que apenas (com esse trocadilho das infâmias) demonstra o meu determinismo histórico. É fundamental salientar, entretanto, que as bases não foram nem serão afetadas, considerando principalmente que sou um gaúcho e que touros dão boa carne de churrasco. Abraços espirituais também, irmãos.

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  3. Sem pressa, porque sabemos que você tá junto querido.

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    1. Estava sentindo a falta da tua participação, guria. Como você tá? Não suma

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      1. Estou bem!
        É que é momento de decisões importantes e algumas mudanças na rotina… Mas sempre que possível dou as caras por aqui… hehehe

        abraço!

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        1. Precisando, estou por aqui. Abraço pra você também

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