Mariel Fernandes

Avoados

marielfernandes.nada.novo.sob.o.so.Voam aos pares. Não sei se conhecem seus destinos, caso tenham algum. Apenas vão se dando ares e graças, tudo passa, tudo repousa enquanto a vida pulsa, pousa ou apenas voa. Juro, não invejo suas asas, faço outras viagens, meus olhares são outros. Mas fico sem fala quando vejo aquela seta natural, um na frente, exuberante. O rasante, o espaço dominado, um ao lado do outro ao lado de um, alados se entendem. Trocam de lugar, cedem espaços, são pedacinhos da paisagem, os passarinhos libertos de tudo que há de apressado, de excesso ou opulento. Trazem o vento de todas as estações em suas asas, a urgência ignorada. Se revezam, abrem espaços, fazem piruetas, trocam de lugar, cedem, cantam. Não vivem correndo, não existem discorrendo sobre as coisas que deveriam ter:  ser ou não ser não é uma questão. Nada os apressa, nem sol nem luares. Existem por si mesmos, vivem as pares, não pensam no passado e clareiam  as tardes, os iluminados.

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