Como nascem as canções

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Por hoje, direi não às canções cansadas e tristes. Então, talvez, possa caminhar tranquilo pelas horas e suas pressas, abrandando gestos e silenciando o passado. Antes, isso é importante, será precioso agradecer aos dias que se foram por tudo o que foram, permitindo que partam felizes e em paz consigo mesmos.

Estarei só e livre do que não me pertença e de qualquer coisa que me possua. Lembranças, pessoas, expectativas, razões absolutas, autopiedade e certezas gerais. Indulgências, heroísmos, menosprezos, pesos, esperas e esperanças. Seremos eu e minhas travessias, contos e canções, menos as cansadas e tristes.

Vou olhar com carinho eterno para todo tipo de existência. Permanecermos conectados pelo entendimento gentil sobre tudo que não foi compreendido em seu valor, importância ou dimensão. Conhecerei a mim mesmo, despertando assim a humanidade com canções que não sejam cansadas e tristes.

Por hoje, libero sentimentos prisioneiros. Desamotinados e reconhecidos em sua sinceridade e existência, terão direito pleno às primaveras, se forem esses os seus desejos. É a estação dos reinícios e ali marcharão na plenitude dos reconciliados, se transformando em trilhas, cometas ou canções, mas não as cansadas ou tristes, que terão um destino mais nobre pelo tanto que significaram.

Seus acordes acordarão um universo esquecido, povoando de ritmo uma nota antiga, primária, essencial. Despertadas, serão inspirações itinerantes, parindo (descansadas e alegres) as canções que não puderam nascer antes.

50 comentários

  1. Não por acaso, adaptando o poeta, viver não é preciso. E por isso, depois de evelhecerem as horas, elas amanhecem com os desejos das novas canções.

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  2. Mariel, ligar o computador e ler esse seu texto é iniciar o dia da melhor forma possível. Gratidão imensa por suas palavras bem pautadas que fazem crescer em nosso íntimo o desejo de fazer melhor, de viver melhor nosso cotidiano tão maltratado. Parabéns pelo casamento perfeito entre escrita e imagem. Adorei!

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  3. E depois de tudo, “canções de um Deus cheio de ritmos”!! Hum?

    Eu sei, desnecessário meu comentário, mas é enlouquecedora a saudade das palavras; das boas.

    Canções descansadas e alegres desejo para sempre em tua jornada, Mariel. A mão pesada e doce que me faz marejar não merece menos.

    Fins de ciclo são dolorosos. Não era minha intenção uma nota triste aqui, mas eu sou eu…

    Um abraço!

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    1. Seus comentários nunca são desnecessários, às vezes é bom deixar as lágrimas acontecerem e os ciclos se realizarem. Não vejo notas tristes nisso. Um carinho pra ti.

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    1. Sou um agito só, Mariana. Acordo cantando, um bom humor insurdecedor e que às vezes irrita quem anda ao meu lado. É quando escrevo é que me acalmo, adormecendo o que estava calado. Ah, pra ti também.

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  4. Mariel!

    Passando numa rápida visita pois…

    Estou tentando sair de uma fase deprê… Onde os blogues – o de cinema e o pessoal – ficaram às moscas… Sem ânimo para escrever… Hoje que postei em ambos…

    Voltando aos poucos também aos blogues dos Amigos…

    No mais, Um Feliz Natal!
    Beijos,

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    1. Lella, querida. Bem-vinda sempre aqui em casa. Volte sim, para o melhor de ti, é que mereces. Estamos juntos, combinado? Um big beijo e felicidade de Natal a Natal

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  5. Hoje Rebloguei esta sua crônica no meu Blog… Sempre me emociono muito com o seu jeito de escrever… espero que não se importe. Abs meu amigo.

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  6. Um gentil vizinho da Getúlio, dizia quando me lia: Mããs báh guri, tu escreves tri bem!
    Devolvo a gentileza do galdério que o tempo me fez esquecer o nome. Embora não esqueça do Menino Deus, nem da solidão na imensa e povoada cidade onde cantam “deu pra ti, baixo astral”.

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    1. Bah, te digo que o sujeito entendia das letras. Devia ser um torcedor do inter, normalmente mais esclarecido e feliz entre os gaudérios dos pampas. Depois, gostar do teu trabalho é fácil com admirar o Beira Rio. Abraço, tchê!

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