Ausência é um sobressalto, me leva ao cais onde esperava meu pai. Achava que o traria se enfrentasse a maresia e não desse sinais de medo. Não é que ele não vinha? Até que aparecia contando das marés na Argentina, dos mares da Patagônia, cantando Índia teus cabelos nos ombros caídos. Era de um sorriso lunar, seja lá o que isso queira dizer de tão lindo, principalmente se estivesse vindo me abraçar, cena rara, estamos falando do velho lobo do mar. Amo aquele homem vestido de um silêncio divertido, dono de um olhar oceânico, de gestos pacíficos, de caminhar atlântico. Não sei o que diria dos textos que faço, sempre a partir do que sinto por ti. Torço para que os achasse lindos. Seria, quem sabe, uma forma de me dizer eu te amo e de me fazer dormir rindo e com coração pintado de azul marinho.

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10 respostas para ‘Amares

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