Remar

Te chamo menos que te amo, eis um segredo importante a ser contado. Mas, pensando bem e bem observando, quando passo em ruas, mesmo aquelas que não passeamos (tantas, mundo afora), mesmos nessas conversamos, te toco, me apontas e te peço em afeto reconfirmado. Te leio nos livros que comento e cada vez que vem chuva (e com ela o vento) é certo que virás junto. Somos inexplicáveis, seres do encontro, decifradores de portais, amantes em grau, número e gênero. A fumaça se dissipa, a tontura é quase nada e todo dia o mais que te amo vence o te chamar, modo de dizer confio, jeito de afirmar protejo, forma de mostrar pertencimento, meio de demonstrar presença. Não pense que passas desapercebida. Não és mais a melhor parte do dia e sim a pessoa mais amada da minha vida.

2 respostas para ‘Remar

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