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Ulisses, rei de Ithaca.

Sempre achei achei que Deus vai querer fazer um high five comigo assim que eu chegar, entre afobado e distraído, olhando anjas e anjos, nuvens e o pessoal das harpas. Pelo sotaque e pelas coisas que vi acontecer, de brasileiro Deus não tem nada. E, como a maioria dos gringos, Ele não sabe onde o Brasil fica. Meu Deus, eu diria (mais fazendo um trocadilho tipo piada no céu), Você é mais bonito pessoalmente. Então viria a pergunta do Maiorial: “Você foi o melhor que podia?”. E eu responderia que não, mas que pelo menos não fiquei me achando Deus.

Levantei esquisito, o dia estava azul, um azul desses azuis que fazem suspirar as outras cores, que olham pra traz e mandam beijinhos de tão bonitão que era aquele azul. No caminho, passei por flores vira-lata e cães restritos a seus quintais. Ando sem pressa, condensado e sereno. Quando a emoção borbulha, viro gelo e assim fico, mirando o que há no horizonte, verificando mapas, confirmando rotas e espero pelo momento largo de me lançar a favor ou contra os ventos.

A vida vem servida em potes individuais, ainda que se possa experimentar aqui e ali o preciso e o precioso dos encantos, das paisagens, canções e pessoas como você, que não me passa desapercebida. Quero te trazer o alívio das notícias felizes, quem sabe seja possível a casa, o afeto e o retrievier das canções que nos oferecemos. Te falo no silêncio que calo, como te declaras nas ilhas onde não vais se não for comigo. Meu lugar é nós.

7 comentários

    1. Anna, espero que vc esteja bem. Tentando não ser invasivo, mas a tristeza a declarada por ti parece tão arraigada e constante. Não é minha pretensão trazer desânimo, são conversas com allminha que amo, algumas risonhas, outras não. Fiquei curioso. A gente se conhece?

  1. Claro que sim, querido! Por tuas e minhas linhas. Esse conhecer que é permitido aos distantes, conectados pelas telas cotidianas. Agora, já mais esporádicas, né?

    Lamento não termos nos conhecido pessoalmente. Conexões se dão no calor das mãos e no céu estrelado que é o olhar do outro. E não tivemos essa oportunidade.

    A tristeza tem me acompanhado com insistência, é verdade. Há tempos vivo com um rasgo que não cicatriza.

    Ah, essa alminha que é o teu amor! Que bonito, Mariel!! Amar e ser amado é a bênção maior neste plano. Vejo seus risos e, às vezes, queixas e me enterneço.

    Espero que minha manifestação – tão pessoal – não tenha criado qualquer embaraço ou problema pra Você.

    Sua pergunta me fez atenta. Vou evitar me manifestar. Não queremos interpretações equivocadas… Hum?

    Até!

    1. Não houve nada de equívocos, fiquei curioso. Vc não precisa deixar de se manifestar, claro que não. É uma grata surpresa e foi isso que quis ressaltar, imagina.

    2. Quanto à tristeza que não cicatriza, pare de cutucar, ver se ainda dói, a tristeza tua me pareceu uma fidelidade ao que quer que tenha ocorrido. E o que quer que tenha ocorrido precisa te mostrar a ponte, a janela e a paisagem. Ou porque você conquistou isso ou porque merece

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