Poesia gastronômica

Leite gelado com Sucrilhos. Sequilho e coca no bico. Picolé de chocolate no palito, arroz doce, ambrosia. Escondidinho, melancia, fanta uva, bolinho de chuva. Agrião, arroz, bife e feijão. Goiabada com queijo, teu beijo, brigadeiro, Nescau gelado e quiabo não, obrigado. Confeitos em geral, conversar contigo me alimenta, não gosto tanto de alface, mas aprendi a apreciar uma boa pimenta. Salmão, tainha, peixes, menos camarão que gosto, mas não posso e isso me lembra você que espio. Sopas pro frio, pizza em dias ímpares, frutos dos mares, dois amores, pé de moleca, sorvete de flocos, batata frita, te acho bonita, é pavê ou pra comer? Na minha horta nasce brotinhos de carinho e você me nega, maluca. Pão de queijo, Romeu & Julieta, panqueca, almôndega, carne moída, eu, tu, uma vida, chá, guaraná, limonada Suiça. Linguiça, cachorro quente, ovo no ponto. E eu, que já comi tanto, salivo lembrando a iguaria de te ver rindo no banquete que alimentamos.

18 comentários

  1. Nossa me deu uma vontade de “Romeu e Julieta”… e eu tão longe do nosso País, onde não vou conseguir encontrar estas iguarias tão simples aí em qualquer mercadinho. Tantas outras coisas me deram saudades… Abraços

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    1. Eu não sei onde vc mora ou das coisas que vc ficou com saudade,mas vou te contar um segredo: o Brasil tá muito chato, com mm Romeu & Julieta ou sem. Muito boa tua visita! Esqueci de mandioca, que gosto feita na penela de pressão.

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  2. Eu gosto de quiabo, sabe aquele bem babento? Pão de queijo, não aguento: sou mineiro! Mas sou Corinthians, não Cruzeiro. Estádio me lembra o picolé de palito, a pipoca e a moça que eu via sentada na arquibancada. Marmelada? Credo, prefiro a bananada ou o romeu e julieta. Um sashimi cai bem a qualquer hora, só preciso criar coragem de convidar a moça da arquibancada. Aliás, ela é japonesa. Singular beleza.
    Abraços colorado, bom churrasco e um chimarrão do lado!

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  3. Comer é um prazer completo. Pena ser tantas vezes solitário esses dias em que o partilhar o pão – “cum panis”, outro dia republiquei sobre – é interditado pela correria, pelo trabalho, pelo, justamente, “ganhar o pão”. Uma delícia essa sua prosa poética gastronômica! Tendo batata-frita e coca-cola, esses venenos que adotei, aí é quase perfeito!

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