Eis

Uma bicicleta branca é uma bandeira da paz em duas rodas. É como uma janela lá em cima, onde se espera a menina jogar as tranças quase todo dia. É uma casa dos fortes, canções da infância, ET criando caminhos de voltar ao lar.
O branco da bicicleta remete ao puro da espera, nem precisa ser alva, pode ser rosa e, mesmo assim, permanecer pomba. Assim mesmo propicia rotas inesperadas para aventuras conquistadas na entrega dos corpos às suas almas. Alguém sabe lá alguma coisa de algo? Nada, nada, nada. Somos ignorância absoluta e duvidamos da gravidade como quem fala verdades totais sobre gripes, distanciamento, momento, o que é isolamento e qual a matéria prima da conexão.
Que saberiam sobre saudade, amor, entendimento olha a olho, de troca de receitas, de ajuda mútua, de vontades, leituras, sexo, nexos, compreensão de casualidades? Zero.
É por isso que precisamos de bicicletas brancas, azuis, de corrida, de passeio, elétricas, com uma cestinha na frente, exóticas, normais, diferentes, lentas, rotineiras. Para trilhas, asfalto, ilhas de irmos juntos, pesadas, leves, modernas desde 1825, inventadas no sempre. Todo poder aos balanços, aos balancantes, aos fazedores de TED, tomadores de Coca-Cola, a quem dá esmola sem se perguntar o destino do oferecido. Abençoado seja quem inventou o vestido e a calça colante, a chafe Philips, o Chicomilk, a dobradiça, a pandorga e a linguiça Blumenau.
Sei fazer batata doce no forno e tenho tanto pra te falar, mas com palavras não sei dizer como é grande o meu amor por você. As coisas que são existem porque as chamamos de coisas, mas sabemos que não são. Porque não se vai só a uma ilha lendária? Por lealdade fiel, mas quem entende isso e que importa que entendam ou não? Se fosse só físico, você sorriria agora que lembro de um homem fazendo tricô? O inesquecível nem precisa acontecer, se for verdade. O que sentimos é feito da mesma matéria prima conhecida como eternidade. É andar de bicicleta, celebrar o prazer desse encontro e pinta-lo de azul. Aumentou mais um tanto o amar, mas isso nem novidade é. Posso de fazer um.cafe? Você vai adorar.

4 comentários em “Eis

  1. Pode. E se puder ser acompanhado de uma fatia de torta de chocolate meio amargo cheeeeeeiiiiiinha de morango, nossa… Aí só magia do centro da terra poderá dar conta com todos os seus chackras telúricos.
    Café e bicicleta combinam bastante. Mas foi golpe baixo apelar pra memória de “et, telefone, minha caaaaaasa”, hahahahahah… Amo ❤️🤪😎

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  2. A minha bicicleta é vermelha e também sou da paz. Não que a cor tenha alguma coisa a ver com a beligerância. Acho que sendo sanguíneo, o vermelho expressa mais paixão. Mas ter uma bicicleta branca poderá expressar mais ainda, sendo a síntese de todas as cores.

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