O que importa

Há muitas formas de diálogo, línguas invisíveis e idiomas em construção todos os dias. Viver é uma conversa entre todas as coisas existentes e seus dialetos. Você me disse dia desses que não somos importantes para ninguém, não haveria interessados no que declaramos dias à fora. No entanto, tua existência me alegra. E como isso ocorre, adoto uma árvore. Ligo para um amigo. Rimos sobre nada. Ele, satisfeito com aquilo, acarinha o filho, que faz um desenho para a tia, que gosta do Cristiano Ronaldo. Nos tornamos, mas não somos indiferentes, andando a esmo ou indefinidos. Somos livros nos inscrevemos apartes, cochichamos uns sobre os outros, copiamos teses e citamos Luft.
O outro importa. Mais do que isso, o outro é importante. É o que nos humaniza, tornando possível a expressão máxima da nossa melhor versão. É quando semelhanças nos diferenciam. Então a língua não precisa explicar. A linguagem não interessa e o idioma se torna a senha que nos livra do labirinto. Somos a chave dos portais. O tempo da dúvida vencido. O amor construído, porque é isso que ele faz, conectar vidas. Te dou um dia azul, um carinho do nada, uma risada, um descanso, o amor silenciado ou dito. Recebo o mesmo de formas diversas. É uma conversa, um dia de festa, o sempre se manifestando.

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