Viagem

Enquanto calculo a altura necessária pra te ver, fico imaginando reações aos acenos.

Os simbolismos, as metáforas, os rituais, a história que nos liga ou o sentimento que nos conecta, tudo é simples, mas não pode ser simplificado. Não há nada de básico no profundo.

Vivemos um instantâneo no tempo e há o gentil e o encantador que marca a passagem dos dias. É a ocupação nos detalhes, o entalhe de surpresas, o artesanato do convívio.

É nesse campo móvel e não encontrado nas promoções do mercado que surge a constância do perene. É necessário mais fé do que relicário, já que imagens de perfeições imaginadas podem levar longe, mas vivem no raso do que pulsa e vive. É preciso uma certa bagunça, um assombro, muita sede do outro, acho que o diverso se diverte com nossos inversos.

Sinto falta, vivo muito, espero indo, fico mudando. Te altera tudo que vive, olhos (lindos) curiosos pelo que existe e sentir pode ser caminho de cura. Enquanto espero a hora de te ver, vivo e aprendo a tradução de gestos. Só de imaginar, a imagem surge me acalma, acho que me habituei aos sinais.

O afeto é um abraço delicado, uma conversa, o amor declarado em frente e versos. ***

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