O dia do sempre

Não posso dizer ao dia que o saberia um dia aqui. O intuí, mas crer é outra coisa, é tecido em lonjuras onde não se promete nada. Nem ao horizonte, nem aos céus, nem aos deuses. O dia que chega só basta porque te traz com tuas lendas e teus cruz credos. Abro os portais onde nos vemos francos diante do seco que éramos. Venho certo, definitivo, construo os laços feitos de desatar os nós  que desaguam nesse dia. Vens num susto e rindo, como quem vem vindo por um caminho comprido, cumprindo caminhos de linho e de pedras. É hoje porque o mantivemos a salvo e longe dos ciclones e ilhas longe de casa. O incomum é feito de momentos à toa, um naco de paciência, um rasgo no céu, uma bala comprada, um dia comemorando mil dias no porto das esperas. Hoje é o dia das águas dançantes, feito de rios flutuantes, os amantes amazônicos, as pedras do calendário lua, as ruas que percorremos, os sinais e Maria Gadu, a luxuosa, nos confirma. O que tem que ser, vigora.

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