Portal?

Às vezes sinto falta de uma certa inocência, soluções tipo “eu Tarzan, você Jane”. Resoluções sem desvios e sub textos. Não o complexo com manual de instrução, ter um mapa não torna o caminho fácil. Desejo o que seja confortável como um bocejo, seguido de espreguiçamento. Hoje é sexta. Por conta de algumas questões paralelas, não é o meu preferido na semana. Uma sexta, acho, é como um shopping. Muita expectativa e pouca perspectiva. Como diria meu velho lobo do mar, sou um senhor desde os 12. Tenho inocências de outro quilate. Basicamente, acho que as coisas se arrumam se eu não atrapalhar muito. Porto, portanto, um tipo de pensamento mágico que acredita no pensamento mágico de algo maior, como portais, signos, sinais, senhas, linguagens paralelas, conversas amenas, olhares conjuntos, almas confortáveis umas com as outras. E em obras dentro de si mesmas. Amenas, olha que palavra linda. Amenidade serena. É quase um sono leve, uma certeza boa, uma nota de 50 no casaco, teu abraço. Foi uma semana daquelas. Mas teve aquarela, gol do Inter, salada de fruta, nega maluca, saudade quentinha, vontade alegre, alegria feliz, felicidade madura, maturidade tranquila, tranquilidade agitada, vida e falta. Somos espaço e preenchimento, não te parece? Estamos, vamos, prosseguimos. Nos rimos. Nos vimos. Nos temos. Nos encontramos porque nos percorremos. Somos porque nos tatuamos, almas disfarçadas. Viver não é uma briga entre o tudo e o nada. É uma torcida, um ohhhhh, uma canelada, um ganhei na loteria, um eu te amo, um em te chamo, um eu te acho, um boa sexta. Um bom dia. Um eu queria estar contigo agora. Então, vivo fuçando na esperança, chegam as criaturas que me falam. Ditam sobre o universo em desencanto. E o desencanto é bom porque se trata de um espaço desencantado, sem felizes para sempre, um lugar desilusionado, sem perdão porque o pecado é uma versão feia do passado sombrio. Quem nunca? Quem 100% qualquer coisa? Eu sinto muito por por estar aqui. Muito amor. Gratidão. Sinto muito pela falta. Sinto muito a presença. Sinto e é muito. O que você precisa? O que devo levar de meu? O que faremos juntos nessa sexta quase Goiânia de tão quente? Ah, o melhor não esta por vir. O melhor é o que já construímos. Não nos encontraremos amanhã, amanhã não existe ainda. Mas o passado, ah ele, esse existiu. Posso pega-lo, editar um pouco para que fique mais brilhante, emoldurar um instante, esticar as pernas, e mirar a lua que nasce, enquanto dormes ao meu lado. Não é criação, nem algo que os monges do Tibet precisem entoar por mim. Me trouxestes inteiro assim. Estás ali, onde descanso, a luz se apaga e o som diminuiu. Não pense que tuas ausências me passam desapercebidas. E se acontecer, o código é a palavra sempre. Isso abre qualquer porta, em qualquer universo não importa o que aconteça. Viva o melhor em você, de sexta a sexta.

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