Bio

Corto frutas como ninguém. Pico cebolas bem miudinho e canto enquanto levo o lixo ou lavo a louça. Faço paródias de canções bregas , levanto com um bom humor insuportável. Também te afirmo que posso esquecer as chaves no carro ligado, piano no táxi e o exame que fui fazer. Sou distraído de mim e isso não é bonitinho. É um tipo crônico de tristeza. Acho que nasceu comigo, mas não penso que me acompanhe. Bom, me acompanha, mas é combatida com o meu BOPE existencial. Quando não pertenço ou me arremesso pra fora de círculos, se não entro e cisco lá fora, isso me confirma de alguma forma. É uma profecia auto realizada, uma crença, um amém. E foi assim que vim. Se me lanço como te permiti em mim, acredite, exigiu coragem e a sede de um coração aprendiz. Como acredito, é justo o que vim treinar. Leva uma vida soltar os pesos, ou equilibra-los. Nem sempre se consegue, viver não é ciência exata. O ponto é te dizer é que às vezes me amedronto sem ti. Noutras, acho que consigo. Sempre não quero distância, é uma escolha, entende? Feita entre hiatos e outros fatos, mas feita inteira. Por mim, sem ti, que sentido? Ah sim, o trabalho. Claro, os filhos. A herança do que ensinei a tantos. A essência do que me move todo dia. Há milhões de motivos cotidianos para levantar feliz. E escolho levantar feliz também porque sou escolhido. É fácil, bom e imperfeito como um tombo. Ou exasperante e corrosivo. Mas também consistente e lindo, do supermercado ao arroz integral. De trocar o óleo a esperar lá fora. De comer estranho, contar piadas ruins e tremer cada vez que vens. Será uma construção que salvamos a nós mesmos a cada esquina que nos diz não. Acredite: elas não faltarão. Eu estarei ali, na rua, na chuva, na fazenda. Não gosto de casinhas de sapê. Mas acredito que o mundo será repaginado por amigos invisíveis. Acredito que se pensar com força, acontece. Acredito em pular sete ondas, mas me perco entre a quinta e a sexta. Acredito na força do que existe em nós. Acredito em homens bons. Em livros e Sucrilhos com leite gelado. Em conquistas diárias e em alinhar coisas a partir de conversas densas ou leves. Acredito em pensar no outro e o tornar íntimo como um pensamento sobre o que faremos (ou não faremos amanhã). Acredito na palavra sempre porque pra sempre é perfeitinho demais. ***

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