Átimica

O tempo tempera. Ele é feito das traças dos fios da esperança, resultado da esperas. No entanto, para o que é atemporal, tanto faz a hora dos dias nos meses dos anos. Nem acho um dos deuses mais lindos, nem sei se é, mesmo um deus.


Seus traços são ariscos, riscos apressados e pacientes, mesmo que isso te pareça uma incoerência. É como se a velhice nascesse na infância, como no Curioso Caso de Benjamin Button. Ou se eu pudesse falar contigo 5 minutos antes de outras pessoas. Ou se tivesse que ficar ao largo justamente porque não é lá onde estou, mas dentro. Ao lado. Sobre, fusionado, lembrança, consistência Átimica, palavra inventada para definir o menor gesto disponível de amor.

Lembra uma ilha, onde o tempo é a casa do cosmos. Átimica se disfarça em pequenos idiomas, o zip dos olhares cruzados. Instante plural pela multiplicidade do seu poder. E singular porque é único àqueles que o recebem. Acompanha? Dorme em silêncio. Sopra signos. Desfaz crenças. Estabelece confianças. Não se acredita, se impõe pela suavidade de aço daquilo que propõe. O tempo envolve e tece em átimicos nucleares. Toma pra si. Se pertence. É assim que constrói o sempre. *** (sempre)

3 comentários em “Átimica

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