NuVens

Algumas imagens são impressionantes. Estava andando à esmo e dei de frente com essa. Não a olhei, propriamente. Só me vi e me vi só. Caetano, em Canto do Povo de um Lugar, conta que “fim da tarde, a Terra cora e a gente chora porque finda a tarde”. O choro é um ser vivo, como a tarde, o canto, a pedra que te dou, a alegria que me trazes, um fiapo de voz, um olhar trocado ou o cheiro da terra molhada. Olhei aquela nuvem como se não fosse nada. Como se não tivesse cheiro, uma ambulante, um artista no sinal de trânsito, o estudante, os filhos, as cartas ao amor distante, o depois, o concreto, a prece. O fim de ano, o eu te amo, você. Quanto mais te olho, mais amor aparece.

2 comentários em “NuVens

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