Mariel Fernandes

Pequenas partidas

partida
“Não partir. Esse é o maior perigo de uma viagem. E a forma mais trágica de naufrágio” (Amir | Foto: hbiesert)

 

Te escrevo depois de um tempo sujeito a chuvas e trovoadas, querida. Fez frio, ventou aquele vento que uiva, gelou aquele frio que nos curva e encolhe. O turvo e o nublado não fazem meu tipo, você sabe. Então deixei que Almir me tocasse a alma com canções que nascem do interior das matas, dessas que brotam verdes e verdadeiras, daquelas  que andam devagar por que já tiveram pressa.

Suspirei com Renato afirmando que cada um de nós compõe a própria história, o que é trabalho de uma vida inteira, assim no sentido de plena. O profeta que vive no interior de si mesmo me conta, como quem canta uma verdade libertadora, algo capaz de desafiar o desencanto: cada ser em si carrega o dom de ser capaz de ser feliz. Não sou caipira pira pora, mas por Nossa Senhora, como discordar disso? Certamente concordo, mas há uma distância enorme entre a concordância e sua outra instância, a crença que nos leva a escolher entre o intenso das massas ou a leveza das maçãs.

O ponto, no entanto, não é alinhar-se com Sater e Teixeira, essa é a parte fácil. Os bons matutos matutaram muito até sorrir o sorriso que se abre na velocidade de um sol chegando ou indo e suas tantas nuances durante o dia. Eles dizem algo que não queremos ouvir. É uma afirmação irretocável, que revela um profundo, sofisticado e cascudo caipirez:  é preciso chuva para florir. Os danados usaram uma imagem suave para avisar aos caminhantes que o caminho nasce da escolha de se por em marcha. É bonito, mas produz calos. É emocionante, mas provoca câimbras.  É maravilhoso, mas a pele racha.

Por anos, contei os dias para te contar sobre os dias e sobre tudo que te contaria. Enchi os bolsos de estrelas e de alma enluarara, compreendi os sons das matas, a algazarra dos bichos, a hora certa de abrir clareiras, os homens, seus sotaques, histórias e cantos, além de línguas estranhas, como o Esperanto. Estive calmo, mesmo quando o tempo esteve fechado e a única esperança era chegar ao porto dos desesperados, onde chegaria são e calvo.

O fato é que fomos e indo, nos separamos. Aos poucos, esqueci tua voz e talvez isso tenha sido necessário para que ouvisse ou houvesse a minha. Foi então que recomecei a agradecer pelo tempo das descobertas, as trilhas abertas, a alma curiosa, a fome de escrita. Revi os livros, revivi os risos, os gestos e o dia em que me deste um coração capaz de repulsar tudo que fosse amorfo, mofado e inconsistente. Entre voltar para o ontem, onde moram as lembranças ou viver no amanhã, onde tudo que existe é o inexistente, habito no hoje, que hoje é o melhor dia do sempre.

Ando devagar porque já tive pressa, ensina a linda canção de Amir e Renato. É uma música que marca mais um parto entre nós, uma noite sem lua e serenamente em paz, ainda que o ventinho avise que o tempo vai mudar. Pensando bem, para o tempo não há outra coisa a realizar, não te parece? Afinal, como nós, ele também precisa de amor para poder pulsar, de paz para poder sorrir e da chuva para florir.  Por isso passa, tange e une tudo que inspira: viver às vezes é rock. Noutras, viola caipira.

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Para não esquecer

lembrança

Rita Lee me encanta com sua voz suave. Pertinho do ouvido, ela conta que “há pessoas que a gente não esquece, mesmo se esquecer”. É uma música romântica e o romantismo parece ser o último reduto das coisas, inclusive dos roqueiros. Se não for isso, a conclusão sobre o tema poderia ser que os dias são puro rock, mas que gente sonha mesmo é com uma versão acústica da vida.

“In my Life” (a música que Rita adaptou dos Beatles) fala que entre tudo e todos, a poeta lembra realmente é de alguém específico. E descreve “cenas do meu filme em branco e preto que o vento levou e o tempo traz. Entre todos os amores e amigos, de você me lembro mais”.

Não percebi desespero, rancor ou saudosismo na letra. Ouço ali a constatação leve e branda de um registro que dorme tranquilo, vive na lembrança que o tempo tem do passado. Já não é o frio na barriga, nem a emoção estreante, não é mais forte ou galopante, não tem mais os sinais corajosos dos rompantes apaixonados. Trata-se mais um suspiro de melancolia sobre o momento alegre e intenso que venceu o cinza para ganhar cores e entonações vívidas. O problema é se nada do lembrado tenha sito, de fato, vivido.

Dizem os que entendem das mentes (e do quanto elas nos mentem) que editamos um pequeno percentual do que vivemos, seria algo em torno de 100%. Gente, gestos, fatos históricos, paixões, vitórias esmagadoras, brados retumbantes, olhares fulminantes, frases poderosas, derrotas inesquecíveis, abandonos e erros fenomenais, além dos comerciais das facas Ginsu, nada teria sido exatamente assim, caso tenha sido. Se existiu, foi dentro de outro molde. Entalhamos fatos de estimação, retocamos textos, burilamos reações e encaixamos detalhes sobre o que aconteceu? Será que somos artesãos, artistas quânticos, tingindo no espaço e no tempo acontecimentos que nunca estiveram lá? Nada, ou quase nada, teria acontecido daquela forma, de tal maneira, naquele instante, em tal momento, de todo modo, o que quer que seja, não importa o que? E se foi de outra maneira, o amor, o tom da voz, o professor, a cadeira de balanço, a comida da mamãe, a primeira vez, o último encontro, a derradeira escolha, a escola, o gol de placa, o rigor do inverno, o frio que passamos, o tempo que existimos, os arrepios que causamos? E se o que houve de fato, fosse um pouco menos torto ou um pouco mais exato do que um retrato falado, desses que descrevemos o bandido enquanto ainda estamos assustados? Era um gigante, com 8 olhos, 7 braços e 12 baionetas. Era para sempre. Era tão lindo. Era entrega. Era saudade. Era feliz. Era amor. Era o caminho. Era a causa. Era incansável. Era de ferro. Era verdade. Era mistura. Era mentira. Era menina. Era de barro. Era esquerda. Era esquina. Era direita. Era cigano. Era cigarra. Era uma canção bonita. Era álcool. Era erva. Era escarlate, era cheiro de terra molhada. Era Sartre, éramos 6, era o ser, não era nada.

Rita Lee fala de “lugares que me lembram minha vida por onde andei”. Mas se não podemos -e não podemos- confiar plenamente nas lembranças, que lugares serão esses? Existem ou foram criados e depois entregues? Batuquei na mesa de madeira onde trabalho, gosto do som que o movimento produz. A mesa foi feita a partir de uma antiga janela, que se abria já não sei bem para onde. Ao toca-la, é uma mesa. Ao lembra-la, foi janela. E, finalmente, chego onde In my Life me levou. A música pode ser um convite para a que gente seja grato pelo que houve, não como houve. Não precisamos concordar ou repetir o que quer que seja. Mas precisamos deixar que siga em paz o amor e suas escolhas, as separações, as descobertas, as uniões, as medalhas. Deixar partir exclusões, canções feitas em noites de lua cheia, o dito, o entendido, o descrito, as frases caladas, o coração seco, os olhos marejados, a vida e suas mudanças. O segredo de hoje é que hoje só vale para hoje. A nossa parte, quem sabe, seja transforma-lo em algo maior, melhor e mais real do que nossas lembranças.

Resposta

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“Eu, passarinho”

“Desfaz o vento o que há por dentro desse lugar que ninguém mais pisou”. Assim começa a bela, melancólica e quase enigmática canção “Resposta”, uma parceria de Nando Reis e Samuel Rosa. A letra, inspirada pelo fim do relacionamento de Nando com Marisa Monte, é um folk gostoso de ouvir e foi lançado lá em 1998, pelo Skank.

Nei Matogrosso é o protagonista disfarçado de passarinho em um poema famoso de Cazuza: “eu protegi seu nome por amor, em um codinome beija-flor”.

Com versos maravilhosos que começam com um calmo “ainda é cedo amor, mal começaste a conhecer a vida” Cartola deu um jeito de explicar à filha que o mundo é um moinho. A canção era um poema-pedido (não atendido, aliás) para que ela não saísse tanto de casa.

Sartre não acreditava em Deus, mas levava a maior fé nos homens: “é como se toda a humanidade esperasse por nossas escolhas para definir quem ela mesmo é”. Da física quântica à chave de fenda, não há o que não me surpreenda. Mas entre tantos entretantos, me impressiona mais que tudo a capacidade humana de drenar suas dores, expressar prazeres, lamentar perdas, festejar conquistas, questionar, responder, acalentar, aprender e ensinar com a delicadeza das almas sensíveis. Um dos discursos motivadores mais legais que já pude ver aconteceu no vestiário do Inter, antes da partida contra o Barcelona, em 2006. O senso comum, chegou à decisão óbvia, como todo senso e todo comum: meu colorado perderia, a questão era apenas saber de quanto.

Antes de entrarem em campo, os jogadores viram um filme, onde por efeito especial, os goleiros, zagueiros, meio campistas e atacantes históricos do clube se somavam a eles na partida decisiva. Falcão, Manga, Tafarel, Carpegiane, Dario, Figueroa, Valdomiro, Escurinho, Claudio, Mauro Galvão, tantos e todos. A locução afirmava que eles não estavam sozinhos contra o mais poderoso time do mundo. Que, junto com aquele time, jogaria uma torcida imensa e aqueles que conquistaram o título mais importante de todos: a reverência e o respeito dos apaixonados pelo inter. Que contra a vontade colorada, o Barça estava perdido. E perdeu. Não sei quanto daquele último discurso influenciou os atletas. O fato é que naquele dia o mundo deixou de ser azul para tornar-se vermelho.

Acho que isso aconteceu porque o tempo abre seus portais para quem está disposto a fazer história. A se arriscar por uma causa, a seguir em frente, a viver a intensidade das coisas. A amar algo ou alguém com a força da verdade que liberte para si mesmo esse algo ou alguém. Pode ser um novo emprego, uma carreira que se inicia, um nascimento, uma fórmula, um aplicativo, o campeonato, a viagem para o estrangeiro, o livro. Pode ser comandar a equipe, o departamento, a empresa. Pode ser um movimento, salvar o polo, limpar os rios, amar uma árvore, não comer mais carne. Pode ser qualquer coisa: se a gente quiser, o portal se abre e escrevemos uma história no sempre.  Ainda era bem jovem quando li algo que me impressionou, que dizia algo mais ou menos assim: “Um dia, é inevitável, você vai encontrar-se consigo mesmo. E não depende de mais ninguém que esse seja o momento mais pleno da sua vida”.

Nando fez uma canção ao final de uma caminhada. Cartola fez um convite não aceito pela filha amada. Cazuza protegeu alguém e seguiu adiante. Sartre desafiou Deus. O Inter venceu os deuses. Não se trata de heroísmo, mas de nos mantermos humanos e ternos. É assim que deixamos de ser instantes e nos transformamos em eterno.

 

PS ao Corintiano Voador, que ouvindo Enluarada entendeu o instante eterno: grato por me traduzir tanto.

 

Síntese

Tenho uma árvore de estimação. Nossa amizade foi construída entre acolhimentos e confissões silenciosas. Suas raízes aparentes formam uma espécie de poltrona natural, com vista para um lago, num grande espaço, singelamente batizado “Centro de Criatividade”. A visitava principalmente quando me afastava perigosamente de mim mesmo. Não a ponto de não me reconhecer, mas em um instante desesperante de uma luta em que estive por um triz pra perder. Nessa altura irresistível do inverno, a alma gela e tudo é parto com dor, alguma coisa se parte dentro. É o estalo seco de uma vida prestes a se transformar em partida, foi nesse momento que a encontrei. Dormi, chorei, li, olhei, me esperei, ri, fugi, aconteceu de tudo no meu tempo repleto de conversas encerradas. Minha árvore manteve alianimg_20170206_105525_processedças à salvo e quase sempre comemorei a chegada da primavera ao seu lado, às vezes triste, noutras feliz, na maioria simplesmente calado. Um dia, me despedi dela. Precisava me despedir de mim e seguir me procurando. Ficamos alguns anos longe um do outro. Dia desses, a revi. Cheguei devagar, ela é uma senhora, pode se assustar. Sentei como se nunca tivesse me levantado. Éramos outros, eu e ela. Éramos os mesmos, ela e eu. Me sorriu brisa, me abraçou vento, acalmou minhas tempestades. Penso no que Deus quis nos dizer com as árvores e sinceramente, não sei. O que posso contar é que minha tem raízes profundas, como devem ser a amizade e o amor. Faz sombra para as horas mais cansadas. É uma referência fincada no tempo, um elemento dos vendavais. Não vive no sempre, nem lamenta o jamais.

Depois dos temporais

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Daqui de onde te escrevo vejo muitas árvores. Pela quantidade de pius, não estamos em falta de ninhos, nem de pais-passarinhos super atarefados. A cena tem a mágica de uma alquimia intensa. Primeiro, transformou-se de brisa suave em tempestade furiosa num zapt. Depois fez exatamente o contrário, silenciando trovões, acalmando ventos e as almas da mata, lugar que só entro depois de pedir licença e me sentir autorizado. Sim, sou desses que acreditam que os elementais têm a chave dos portais, que eles habitam em todas as formas de inspiração e que estão em tudo que pulsa, sente ou pensa. De qualquer forma, como acredito, nada que existe ou inexiste depende de mim ou das minhas crenças. Não sei porque, mas acho que a chuva é Deus fazendo geometria e balanceamento na natureza. Há o atendimento à sede na terra cheia de saudade das águas, o verão aplacado em suas paixões, o inverno reconhecido em seus silêncios solitários e a primavera em seus renascimentos espetaculares. Somos um instante de tempo em movimento. Nesse exato momento nos lemos, nos descrevemos, nos reconhecemos, nos perdemos, vagamos, vamos, chegamos e partimos. É assim ou por isso que nos perdemos, nos amamos, nos encontramos e somos a expressão daquilo que demonstramos ou que deixamos inexpressado, mesmo que seja uma verdade. Entendi que também existo pela união das nossas humanidade, sempre tão repleta de sentimentos densos, deixados ou incompreendidos em sua extensão, origem e destino.

Aqui de onde te escrevo, já não te vejo e mesmo assim quero te contar uma descoberta. Ela começa com essa pergunta: e se os dias fossem de nossa autoria, qual parte seria? Eu, final de tarde. Vivendo entre inícios, afim de infinitos, sem nada da noite e com tudo de todos os dias. Eu final de tarde, no início do princípio, ali na fronteira enluarada da vida. É daqui que te descrevo os mistérios, os silêncios os murais. Um beija flor me trouxe um beijo. Não sei se foi você. O que sei é que não o ganharia se fechasse a alma para o mundo, seus dias amenos, os verões intensos e seus muitos temporais.

PS

Bom ano, queridos.

Vamos nos vendo,

vamos nos lento:

2017 será um tempo

ímpar.

 

Como nascem as canções

antiga

Por hoje, direi não às canções cansadas e tristes. Então, talvez, possa caminhar tranquilo pelas horas e suas pressas, abrandando gestos e silenciando o passado. Antes, isso é importante, será precioso agradecer aos dias que se foram por tudo o que foram, permitindo que partam felizes e em paz consigo mesmos.

Estarei só e livre do que não me pertença e de qualquer coisa que me possua. Lembranças, pessoas, expectativas, razões absolutas, autopiedade e certezas gerais. Indulgências, heroísmos, menosprezos, pesos, esperas e esperanças. Seremos eu e minhas travessias, contos e canções, menos as cansadas e tristes.

Vou olhar com carinho eterno para todo tipo de existência. Permanecermos conectados pelo entendimento gentil sobre tudo que não foi compreendido em seu valor, importância ou dimensão. Conhecerei a mim mesmo, despertando assim a humanidade com canções que não sejam cansadas e tristes.

Por hoje, libero sentimentos prisioneiros. Desamotinados e reconhecidos em sua sinceridade e existência, terão direito pleno às primaveras, se forem esses os seus desejos. É a estação dos reinícios e ali marcharão na plenitude dos reconciliados, se transformando em trilhas, cometas ou canções, mas não as cansadas ou tristes, que terão um destino mais nobre pelo tanto que significaram.

Seus acordes acordarão um universo esquecido, povoando de ritmo uma nota antiga, primária, essencial. Despertadas, serão inspirações itinerantes, parindo (descansadas e alegres) as canções que não puderam nascer antes.

Recomeço

diferente

Sou do tipo que que vive abraçando os dias. Rio e choro à toa, gosto do frio, adoro trocadilhos, pipoca doce e leite gelado com Sucrilhos.

Gente como eu vive discordando de quem aposta no pessimismo. Sei que estão em maioria, que vivem ocupados, costas açoitadas, que andam em manadas e acreditam em tudo, o que é o mesmo que acreditar em nada.

Penso nisso enquanto aguento e preparo meu exército de argumentos. Evito quem bate em retirada e fujo de qualquer um que viva dizendo “eu não disse?”. Sou a própria esquisitice e creio que o Inter em campo reproduz meu estado de ânimo. Canto de vez em quando e dou entrevistas enquanto ando. Em minha defesa, não espero que a vida surja da lógica ou que possa se resumi-la à ponto de se a tornar cinza ou monótona.

Penso que é fora da caixa e cercada de um carinho inesquecível que existir se torna possível. Sou da tribo dos adoradores do arroz doce e mantenho certezas absolutas em outros recintos. É assim que respiro enquanto sinto.

Sei o que passam os nerds, os apontados, os diferentes, os abandonados, os que andam em silêncio e com a alma ardendo. Os tatuados, os pobres coitados com grana, os mendigos, os benditos, os sacanas, as mulheres, os anões atores dos circos de horrores. Sabe o que têm em comum os mexicanos, os haitianos, os paraguaios e os icônicos? Eles são feitos do mesmo desprezo que forma um estado islâmico.

Gordos, negros suspeitos, pós-graduados, desesperados, estagiários e demais desprezados, não se rendam. Das nossas assimetrias surgirão dias diferentes. Imperfeitos, feitos de restos restaurados de outros dias, realizados com a alegria artesã, caricatos de tão sofisticados, é como prevejo. Um tempo inacabado, em construção, sob nova direção e sem sertanejo. Um tempo que dispensa o sorriso Facebook, a seriedade twitter, um tempo onde o Grêmio viva perdendo pro Inter. Aos iguais, a chance de um tempo criativo, um teatro essencial, os sorrisos de Eneida, florestas inteiras de Verbena. Aos comuns, o fim dessa pena e o início da primavera. Ao Barichello, um primeiro lugar merecido. Aos filhos, um campinho de futebol ao lado da igreja. A Deus, o pedido de recomeço para todos nós. E que Ele diga que assim seja.

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