Mariel Fernandes

Vistas do meu Ponto

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Sobre cultura, diversão e arte

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Imagina a cena

Atores são um coiso, quem não acha? Poderosos, hilários, elétricos, inspiradores. Gosto de sets, de cenas, das luzes e de ver atores e atrizes em ação. Mesmo os coadjuvantes, mesmo os iniciantes, mesmo quem já morre na cena um, minuto um, quando a maioria ainda está se ajeitando na poltrona. Eu não: adoro os trailers. Ali se define os próximos a assistir e lembro minhas cenas favoritas com a allminha que amo. São sempre quase duas horas inesquecíveis e às vezes até os filmes eram bons.  Talvez por isso gosto tanto dos sábados. Sabe porque? São dias perfeitos para grandes artes e a melhor cena é ver você.

Histórias

a foto é de Anthony, um inglês que sabe mesmo como fazer um click

Ando de mãos dadas com Sartre ultimamente. Mas olha se essa frase não é de ficar fascinado, num cantinho, pronto para sair do nada e chegar ao ser:

Escolher é um exercício de liberdade. Mesmo que sua opção seja a de não escolher, ainda assim será uma escolha. E ainda assim será liberdade“.

Respeitar escolhas, olha como as coisas se comunicam, é um dos preceitos do budismo. No cristianismo, há muitas passagens sobre isso, do tipo “existem muitas moradas na casa do meu pai”, como quem diz haver um universo de escolhas a serem feitas. Platão é dual, o mundo das ideias e o mundo real: são poucas as possibilidades, mas são pelo menos duas. Onde amarro Sartre nisso tudo? É que se a existência precede a essência (conceito dele), vejo nisso o que? Escolhas. O que fazemos do que nos fizeram. O que construímos nos atos cotidianos que habitam em nossas narrativas. O que escolhemos viver e ser a partir disso, apesar disso, por causa disso.

A impressão que me dá é que fomos criando trilhas culturais, desculpas tolas, regras de bom comportamento, aceitações gerais, zonas coletivas de conforto e carimbos emocionais tantos e tão numerosos que é praticamente impossível ter uma “vida que valha a pena ser examinada“, como diria Sócrates a respeito da existência bem aproveitada, assim, no sentido de plenitude e alcance.

É uma forma, uma das muitas, inúmeras, diversas formas de ver o mundo, de dar um sentido aos dias. É mais ou menos como entender que “o destino do caminhante não é o caminho, é o caminhar“, tomando emprestada a linda frase do Antonio Machado para coloca-la na prática dos Joãos, das Flávias, dos Egbertos, dos Gismontes. A humanidade não é uma perspectiva, uma opinião, um certo ou um errado. Reduzir o que temos de humano a um jogo entre casados x solteiros é quase má fé filosófica, outro conceito sartreano. Elevar o que representamos como humanidade a um nível divino também, porque não nos sobraria nada. Somos os erros que cometemos, os acertos que obtivemos. As pessoas que inspiramos. As histórias que escrevemos, os horizontes, os desejos e as escolhas que registram o que fomos capazes de realizar a partir delas.

No fim das história, pra trazer Sartre de volta na nossa conversa, só no fim dela é que seremos. É depois da nossa viagem que a humanidade dirá no que ela se transformou após a nossa passagem. Canto contigo. Conta comigo. Leio em você. Tenha comigo. Estou do teu lado porque sendo amor é isso que ele gera, as janelas do sempre. A minha escolha é a gente.

O presente de hoje é uma história encantada, quem sabe porque o amor nos deixe puros e tontos se alegria

Fernando, que pessoa

É o tempo da travessia.
E se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos (FP)


Lindo, não? Fernando Pessoa (ou qualquer outro nome que tenha usado) entalhava nas palavras algo vivo, vigoroso e definitivo. Quando alguém me conta Fernando, bebo desse vinho, amo as minhas rosas e sigo meu caminho. Enquanto me movimento, colho canções que dou de presente. Sempre espero que elas sejam fortes e que vistam de azul, de terra e de verão o coração tropical da gente.

Vamos?

Essa bicicleta está parada em um bar cool da cidade. É um bom lugar de se estar e olhando pra ela, notei que as nuvens refletidas no vidro a levavam para o céu. Foi um fim de tarde preguiçoso, uma lua estonteante apareceu como que sugerindo o cenário dos próximos dias.

É o que desejo do fundo da alma: transformar tudo aquilo que vi, em um tempo azulado e cheios de afetos que a gente se entregue.

Skank é uma das bandas mais queridas de todos os tempos. Samuel é o anti astro que arrasa, mas o grupo todo é bom para iniciar o dia ou, no nosso caso, a semana. Vamos?

bom find

Bibi foi desses cometas capazes de brilhar por 98 anos e que depois que passam, não passam: são capazes de brilhar no sempre. São desejos transformando a realidade, sonhos que cantamos juntos, o amor restaurando e restaurado. Não se trata do que ela foi, mas do que fez. Cantou plantando altivez. Interpretou o Brasil. Falou em línguas. Traduziu a alegria de atuar no palco como quem bebe a água da vida. Não ficamos menores sem ela, nem ficamos mais perdidos. Basta aguçar os ouvidos e seguir sua voz, tudo estará bem Bibi, bem Booechat, bem Piaf. Que o find seja uma canção grata por tudo.

O presente de hoje é uma lembrança de um carinho que recebi num tempo que canta em mim.

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