Semeadura

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Ensaio Crítico Sobre Tendença

Cricri, o crítico

Ele é prefeito, vereador, ex presidente da Liga da Justiça. Atualmente vem sendo muito utilizado como meio campo, mas nunca se sabe.

” Há todo um expressar, entende? Dá pra ver de imediato que trata-se de um impressionante representante da Escola de Kotescusturá, que se movimenta espontaneamente por perto e próximo, algo evidente pelas formas, ângulos e notas fiscais. É também  um entendimento de quem entra, sai ou fica com muita facilidade no meio extremado do entre uma coisa ou outra, talvez ou certamente ambas. Nada é certo,  é o que não parece, a não ser – possivelmente – o Newmar. Merece nota os tons de golfismos, muito presentes pela ausência de um substrato qualquer. Ou, como diria Pelé, “entende?”. Finalmente o metaquântico espírito de  Joseph mouth the goat vai se manifesta para que o espectador médium perceba o espírito da coisa. Não esquecer e levar em conta que trata-se de uma obra Ilza Carlística por ocupar com autoridade um espaço enorme. O artista faz um passeio perturbador e estrondoso num mundo estranho, onde consegue unir em uma mesma tela (acho que é uma tela), o melhor de Marisa, Luiza e Renner, ainda que apenas essa última realmente faça tudo em 12 vezes no cartão “

Stand by me

O vídeo tem um tempo já de vida. Mas sempre vale (muito) se deliciar com ele. Trata-se de um projeto que captou músicos de rua do mundo todo. E os colocou para cantar ao mesmo tempo. Vida longa aos músicos de qualidade.

Os mundos pós aniversários

” Um livro com inícios, meios e fins “

Lionel Shriver escreveu um livro bem, bem, bom. Chama-se ” O mundo pós-aniversário “. Trata de relacionamentos e escolhas. E se Irina (personagem principal, não se deixe enganar pelo nome estranho) fosse por aqui? Ou por ali? Lionel resolve isso de modo brilhante. Ela escreve o que aconteceria se ela fosse por aqui. E o que ocorreria se ela fosse por ali. É um capítulo dedicado a cada escolha, as consequências, alegrias e decepções, envolvimentos, dúvidas, incoerências, certezas e sub-dramas. Você pode viver os dias de sim que Irina diz a um determinado encontro. Ou acompanhar o que se passa quando ela opta pelo não. Tudo entremeado ao dia-a-dia dos personagens e controlado com brilhantes toques de sutilezas, verdades e observações da nossa humanidade. A escritora encontrou uma forma super interessante de contar uma ótima história de encontros e separações em 541 páginas de leitura fácil. A maioria de nós tem saudades das escolhas que não fez, dos caminhos que não percorreu, de como seria, sendo, caso tivesse ido ou fosse, entende?  O livro resolve isso para Irina. Ela tem a possibilidade incrivel de viver plenamente duas escolhas.

Nunca fui primeira dama (ainda mais em Cuba)

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” Como é Cuba? é um te amar por todos os lados ” (Dicodallma)

Com Nadia Guerra, seu alter ego ficcional, a romancista e poeta Wendy Guerra escreve a história proibida das mulheres de Cuba. Publicado em oito países, cruza ficção e realidade no relato de uma mulher obcecada pela ideia de encontrar a mãe, que a abandonou aos dez anos de idade. Imersão num bravo mundo feminino, a busca por Albis Torres é também uma viagem a seu próprio passado e às salas escuras do regime cubano. Ao trazer a mãe de volta a Havana, resgatada em Moscou com uma doença que lhe tirou a memória, Guerra descobre em uma caixa de objetos pessoais os rascunhos de um romance que Albis escrevia sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro, heroína da revolução cubana. Rápida, às vezes triste e noutras envolvente como a alegria de uma Rumba, “Nunca Fui Primeira Dama” é um bom livro. Depois, a autora é linda e falante.

Eu gosto da novela das 8

E tem mais uma coisa, acho mais divertido do que  “O capital” do Max que não, não é o amante da Carminha (que é casada com o Tufão, que gosta mesmo é da dona do salão de beleza). Adorava novelas mesmo quando elas eram péssimas, porque

Max, eu te amo

Assim, a nivel de brasil, entente?

não assistiria agora, que são apenas ruins? Os programas religiosos também contam com a minha audiência e confesso (sic) que me divirto tanto quanto Friends, Chaves, Big Bang e outros enlatadinhos. Dia desses um dos atores do “Avenida Brasl” deu uma entrevista muito caprichada e afirmou que a trama “é um divisor de águas na produção cultural brasileira”. Prova que mesmo sendo rasas, as águas podem ser divididas, depois multiplicadas para milhões de corações brasileiros, como diz aquele samba que não sei quem fez. A trama envolve uma bandida (que também é mocinha) e uma mocinha, que pratica bandidagens. No meio de tudo, a cultura suburbana, o “Charme Dance”, uma salada indigesta de ver como arte, mas uma delícia para não pensar em nada. Ah sim, no final, muitos se casam, alguns são punidos e outros se dão bem. Quer mais Avenida Brasil do que isso?