Mariel Fernandes

Vistas do meu Ponto

Masisa com gotas de talento

Dir de arte do Ivomar Dal Pra, texto meu, titulo do sulivan, produção do Darci. Clica na imagem e ela fica mais nítida.

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O amor tem raízes

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Todo mundo devia amar uma árvore. Um cachorro, um gato, um chiuaua é mais fácil, acho. Uma árvore de estimação não ronrona, não se esconde embaixo do sofá nem abana o rabo. Mas te ensina a apreciar o tempo e, mais que tudo, te lembra da infância em seus galhos que sustentam lembranças do pedaço mais inocente da existência. Tenho sorte: há duas árvores em minha vida. A Japa dava “uvas japonesas”, delícias entre o doce e o nem tanto assim. Ela ostentava um galho mais forte, cabiam dois ou três moleques ali, confortavelmente instalados e normalmente bem suados. Era baixinha, mas encarou ventos de mais de 100 por hora, me protegeu do sol, me escondeu, me tornou mais alto e deixou raízes de coisas boas, lembranças entre o doce e o mais doce ainda. A árvore da filosofia aconteceu por acaso. Estava voltando de um treino de bicicleta, super cansado e extremamente feliz, havia obtido o índice necessário para a participação em um corrida que nem sei mais qual foi. Então a vi, a terceira à direita de quem vai. Tem uma altura boa e recebe como poucas, com seu tronco que parece feito para amparar as costas. Duas raízes saem da terra e formam um descanso inigualável para os braços. Ali estive feliz pelo amor aportado e triste pelo amor que segue suas viagens. Entre livros e cigarros, silêncios e canções, minha árvore acompanha essa alma intrigada e curiosa por todo tipo de vida que há. Retirou-me tantas dores e acalmou tempestades de tamanhos diversos apenas estando aonde estava, a terceira árvore à direita. Passo por ela às vezes e nos sabemos um do outro, confidentes de florestas dos sentidos que damos à vida que vemos passar, eu a a árvore que me acompanha. Nas manhãs de domingo, nos fins de tarde entre segunda e sábado, ela está lá e tem a pouca eloquência dos sábios, o calar dos prudentes, as raízes profundas do sempre.

Comunicação solidária

Texto meu, com dir de arte do Danilo Olympio, produção de carolzinha, atendimento da Katia. Não lembro de qual empresa foi a iniciativa, mas as 4 se uniram para ajudar as pessoas que foram atingidas pelas enchentes em Paraná no ano passado (2011)

Um conselho e ótimas lembranças

Um conselho e ótimas lembranças

DA do Ricardo, eu na dir de criação e (tenho quase certeza) texto do Sulivan. A marca (note como os dois pinhões foram o número desejado) ficou muito legal também. A produção foi do Darci e o tratamento do Ricardo. O atendimento estava à cargo do Murillo.

Coisas inesquecíveis

” Amar é o bastante. E sutil, como uns elefantes ” (Dicodallma)

As coisas não são inesquecíveis pela nitidez das cores que vindo, vão surgindo límpidas. As coisas não são inesquecíveis ao serem comemoradas em dia específico ou com hora marcada, ainda que tenham data e momento. As coisas não são inesquecíveis pelos sons que produzem, posso ouvir agora o de uma caixinha de música sem abri-la. Há mistério nas coisas inesquecíveis. Um murmurar que embala seu estado impar. Um sopro que percorre a pele e carrega seus sinais, pequenas luzes que desconhecem normas, são coisas inesquecíveis. Invisíveis aos olhares que vigiam, proíbem, prendem ou mentem, as coisas inesquecíveis são feitas de material surpreendente, independente da matéria, jamais ficam velhas. Moram na gente, dançam conosco e têm gosto, às vezes rosto, mas não precisam de imagens. Se subdividem, se multiplicam, se disfarçam, se apresentam, surgem, somam, jantam conosco, nos pegam no colo, amanhecem nos dando bom dia. Não caia na armadilha de confundir coisas inesquecíveis com lembranças. Lembrar é um registro da mente, pode ser montada, editada e uma vez exposta ao tempo ou à vontade, esquecida. As coisas inesquecíveis são presenças, têm sua própria existência e mesmo exiladas, não cumprem tal pena. Para saber quanto amo, basta que eu diga “como um elefante” e surgirão o infinito, o constante e o pleno. Para sentir o aroma, basta dizer verbena.

É assim que se faz

Redator, Sulivan, com o Ricardo na DA, eu na dir de criação e produção do Neto. A agência? Visão. O modelo foi devorado depois da foto. Mentira. A gente foi na churrascaria (que é uma delícia) e mandou ver.

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