Eu gosto da novela das 8

E tem mais uma coisa, acho mais divertido do que  “O capital” do Max que não, não é o amante da Carminha (que é casada com o Tufão, que gosta mesmo é da dona do salão de beleza). Adorava novelas mesmo quando elas eram péssimas, porque

Max, eu te amo
Assim, a nivel de brasil, entente?

não assistiria agora, que são apenas ruins? Os programas religiosos também contam com a minha audiência e confesso (sic) que me divirto tanto quanto Friends, Chaves, Big Bang e outros enlatadinhos. Dia desses um dos atores do “Avenida Brasl” deu uma entrevista muito caprichada e afirmou que a trama “é um divisor de águas na produção cultural brasileira”. Prova que mesmo sendo rasas, as águas podem ser divididas, depois multiplicadas para milhões de corações brasileiros, como diz aquele samba que não sei quem fez. A trama envolve uma bandida (que também é mocinha) e uma mocinha, que pratica bandidagens. No meio de tudo, a cultura suburbana, o “Charme Dance”, uma salada indigesta de ver como arte, mas uma delícia para não pensar em nada. Ah sim, no final, muitos se casam, alguns são punidos e outros se dão bem. Quer mais Avenida Brasil do que isso?

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Dias

Blues, todos os dias blues.

Essa coisa de Dia dos Namorados, das Mães e dos 7 anões enche um pouco a paciência. Um pouco não, muito. Natal, Cosme & Damião (nunca ninguém pensou nesse nome para uma dupla sertaneja de cunho umbandista?) e o meu aniversário também são momentos bem chatinhos de se experienciar. Ninguém percebeu ainda o truque? As datas, nomes e palavras não significam nada, a não ser que você olhe para eles dentro dos olhos e encontre alguma coisa que represente algo de fato. O resto, como diria Fernando Pessoa, “são sombras de árvores alheias”. De minha parte, rego minhas rosas e sigo meu destino, como ensina a canção cuja letra transcrevo e assino embaixo.

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Estamos em extinção. E nem somos tão simpáticos assim

Uma griffe de roupas da Islândia fez um anúncio que diz mais ou menos “Respeite a natureza, mas não espere essa reciprocidade toda”. Eu tropicalizei o título, mas o básico é isso. Achamos que isso de poupar água, separar o lixo e usar bicicletas é uma colaboração importante com o planeta. Não é. A Terra troca sopapos com asteróides de muitos tamanhos todos os dias, numa espécie de MMA universal. Você acha mesmo que ela não pode com a gente? Pode e se sacode às vezes, manda muita água em outras e brinca com os vulcões. A Terra sempre soube livrar-se dos seus habitantes inconvenientes como os dinossauros e alguns políticos. Ela pode esperar muito tempo para tomar providências. Tomara que a gente tenha sacado o seguinte: toda paciência tem limite.