Cannes é ali

Direto do www.blues.com.br (que mostra matérias interessantes)

Depois de trazer Sir Ken Robinson no ano passado para o festival de Cannes, a Ogilvy convidou o filósofo Alain de Botton esse ano, dentro do projeto Ogilvy & Inspire. Funcionou. De Botton falou de arte, propaganda, capitalismo, sucesso e fracasso, sempre utilizando exemplos de outros pensadores, de Epicuro a Nietzche, prendendo a atençao da platéia com um discurso bem humorado e sem ajuda de nem um slide de powerpoint.

O filósofo disse que a arte, quando tem qualidade, nos recorda coisas boas – Quando você ouve Paul McCartney cantando ‘Hey Jude’, você lembra da importância de ter alguém para amar” – exemplificou. Segundo De Botton, a publicidade deveria fazer a mesma coisa. Mas nem sempre isso acontece, porque o capitalismo, na opiniao dele, falha na tarefa de atender as necessidades mais importantes das pessoas. Outro ponto abordado por De Botton foi o medo de errar – “O sofrimento faz parte do processo criativo. Nietzche odiava o álcool e o cristianismo porque achava que ambos abreviavam o sofrimento das pessoas. Se voce nao estiver preparado para falhar, nunca será bem sucedido”, ensinou à platéia.

Uma boa ideia a gente não deixa estacionar

O dia em que a catraca falou

Quem nunca falou uma catraca? Eu sempre comento algo como “hoje vou comprar um monte”, ou “Você não vai me tirar um real do bolso”, entre outras coisas. Foi o que inspirou a tripla criativa, que na época trabalhava na Savannah. O cliente foi o Shopping São José. Grazy Prezutti, Anderson Pinna e eu, os profissionais que planejaram, criaram, operacionalizaram e efetivaram a ação de guerrilha. A produção ficou a cargo da Carol e do Lennon.  Para ver, clica ali em cima, (o dia em que a catraca falou) e veja a seleção de alguns momentos.

O fim das coisas

As coisas acabam. Há, parece, um objetivo nisso, talvez a vinda de novas coisas que acabam. Jamais acreditei nas coisas que acabam e  trazem consigo novas coisas que acabam. Nisso sou um seguidor de Mikhail Lomonosov. Ele sacou que “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Quem entendeu a importância da descoberta foi Lavoisier. Portanto, há quem tenha a informação e aqueles que transformam isso em conhecimento. Concordo se você disser que devo me sentir só por crer nas coisas que não acabam. Faço isso, mas com um data vênia: jamais quis lhe convencer a acreditar nas coisas que não acabam. Na maior parte do tempo e mesmo nesse exato momento, qual é o fim das coisas que acabam? Elas deixam de existir quando acabam ou se transformam, as reciclamos enquanto buscamos informações surpreendentes no Google? Outro dia vi num programa de TV que cientistas finalmente descobriram uma pírula. Não é, ainda, a da eterna juventude. Por agora apenas retarda o envelhecimento, engana as células, ilude o célebro, permite que sigamos vivos (não obrigatoriamente altivos) até uns 120 anos. Perguntaram ao Niemayer se ele tomaria a pírula da juventude eterna. Hum?, perguntou. Já não ouve bem o velho arquiteto. Tenho dúvidas se algum dia escutou alguém, teimoso que é. Sei que defendeu com unhas e dentes seu conceito de forma e função. Projetou mundo à fora obras que são uma poesia aos olhos, apesar de vocação pouca para uso diário. Arcado (mas não triste) diante da passagem que se avizinha, o bom comunista declarou que não tomaria a pírula da juventude. O que ele não disse é  mais revelador, trata-se de uma pergunta. Se as coisas acabam, ser eternamente jovem pra que? Visitamos os monumentos, as quedas d’água, as ilhas gregas, os túmulos dos faraós e as pirâmides. Vamos a Machu Pichu, andamos pelos Caminhos de Santiago, Niágara, Capela Sistina, gostamos de nos mover entre as coisas que resistem por sabemos que resistentes ou não, as coisas acabam. O fim das coisas, desde o início das coisas, é que cada coisa tem um fim. O fim das coisas que acabam talvez seja a de nos chamar atenção para o que há de perene, interminável, eterno. Um solo de fagote, um foguete que deixando o solo revela a sede de companhia que temos, tanto que procuramos vida em outros lugares. De tanto que nos sentimos sós, temerosos de detectar em nós o gem das coisas que acabam. E tremendo, tomamos drinks inusitados, fugindo do velho futuro para fingir num passado novinho em folha. Há milhares de anos, os Sufis falavam de um Deus presença, um Ser para o qual não havia distâncias. Que vivíamos em vãos da nossa própria história. Que insistíamos em existir em sótãos, fazendo a partir daquilo nossa ideia de casa. As coisas acabam por serem coisas, seu fim é dar passagem a mais coisas que acabam. Mas você não é uma reunião caótica de átomos, células, pele, osso e algum recheio. Entre o pouco que vemos e a maior parte que ignoramos, há algo no meio. Não o paraíso culpado, apostólico e romano. Não a desistência covarde dos suicidas, nem a vida conformada das manadas. É o nosso encontro com o outro, essa batucada universal de sons, luzes e danças. Não é um terremoto. É o povo sobrevivente do Haiti cantando em honra aos seus mortos. Há em ti algo que toca a canção essencial, algo que te chama sempre, uma chama que mais do que aquecer, te aproxima desse espaço que é feliz por nos ver contentes. Quando Deus disse “faça-se a luz”, Ele não falava para as coisas que acabam. Ele falava da gente.

Simples

” Alguns suspiros são de tirar o ar ” (Dicodallma)

Antes das coisas terem alma, onde estão? E quando recebem o sopro da vida, para onde vão? Tudo o que é preciso está feito nos atos eternos dos gestos gentis. Ser feliz é impreciso e tem tantas faces, não te parece? Um abraço para saudades. Um espaço para verdades e para os domingos, torça para que sejam longos dias azuis. Os íntimos serão os primeiros a se ofertarem primaveras em todos os momentos. Há calma no sentimento quando ele aponta o caminho de casa. Quando você lhe dá a alma, o amor ganha asas.

Fosse você um trailler, que filme você seria?

Its all, pessoal

Tem gente que não gosta, acho que a maioria. Eu adoro traillers, aqueles resumos do argumento geral, as cenas importantes, falas hilárias ou sérias que dão o tom do todo. Procuro chegar antes para ver o que andam preparando para colocar em cartaz. A voz profunda do locutor dizendo “um filme que você não pode perder”. Perco a maioria, mas se algum daqueles instantes que antecedem o filme me interessam, estou fisgado. Fico de olho para saber quando o “em breve” chegou e finalmente é possível ver a projeção completa, sem cortes, edição definitiva. Dizem que há um filminho que passa quando a pessoa está prestes a morrer. Se é verdade não sei, morrer parece que é o que acontece na última sessão e eu vou protelando a exibição enquanto posso. A declaração-padrão é algo como “passaram todas as coisas que fiz na vida naqueles segundos em que achei que morreria”. É um trailler ao contrário. Primeiro você vive “todas as coisas” e todo mundo vê. Depois vem a edição dos melhores momentos. E só você assiste. Ou seja: justo as imagens selecionadas, com seu perfil mais favorável, ações elogiáveis e sentimentos estupendos, justo isso é mostrado para quem já sabe o enredo todo e só desconhecia o final. Tem gente que é um filme chato, interminável. Você acha que chegou o fim e então aparece a plaquinha de “seis meses depois…”. Outros são rápidos demais, quase um vídeo clip e quando você começa a entender o argumento daquela vida, The End. Há quem goste de ser uma continuação. Repetem o cenas do pai, refazem as falas da mãe, reprisam os gestos da família, usando sempre a mesma trilha e o enquadramento geral. Remakes, originais, previsíveis, geniais, adoramos filmes porque normalmente a vida ali tem 20 minutos de tempo ruim e no fim aparecem os créditos, nunca os débitos. Depois, como em Um Lugar Chamado Notting Hill, você pode se dar bem com a Júlia Roberts, mesmo que seu nome seja Hugh Grant. Em Casablanca, o Rick  abre  mão do amor da sua vida, age como se isso não fosse o fim do mundo e ainda por cima consegue dizer adeus com um “sempre teremos Paris” para ninguém menos que a Ingrid Bergman. Eu choraria o resto dessa vida e mais duas reencarnações, balbuciando “fica, fica”. É a desvantagem de ser um filme nacional. Homens e mulheres podem ser uma película de terror, contar histórias de encontro ou simplesmente se comportarem como coadjuvantes numa história maior. Seja qual for a nossa opção (é uma opção), fomos criados para nos transformar em sucesso mundial, com diálogos incríveis, cenas hilariantes, risos, lágrimas e muitas passagens de tempo. O fantástico é que ao contrário dos atores, nosso maior risco é interpretar um personagem, acreditando em ficção, decorando falas, desenvolvendo técnicas, expressões, vivendo num cenário. Ao contrário do cinema, temos um orçamento reduzido, não podemos editar nossos dias e o roteiro muda a todo momento sem maiores avisos. De repente, o tempo grita “corta” e faremos companhia para outros títulos na prateleira. É quando faz toda a diferença ter sido o mais humano possível, o mais leal à ideia central da nossa trama. Podemos ter uma existência cult, cabeça, alternativa, dramática, romântica ou cheia de aventura, nos transformando em clássicos. Melhor não correr o risco de ouvir o locutor anunciar isso sobre nós:  “perca, não é lá essas coisas”.

Os mundos pós aniversários

” Um livro com inícios, meios e fins “

Lionel Shriver escreveu um livro bem, bem, bom. Chama-se ” O mundo pós-aniversário “. Trata de relacionamentos e escolhas. E se Irina (personagem principal, não se deixe enganar pelo nome estranho) fosse por aqui? Ou por ali? Lionel resolve isso de modo brilhante. Ela escreve o que aconteceria se ela fosse por aqui. E o que ocorreria se ela fosse por ali. É um capítulo dedicado a cada escolha, as consequências, alegrias e decepções, envolvimentos, dúvidas, incoerências, certezas e sub-dramas. Você pode viver os dias de sim que Irina diz a um determinado encontro. Ou acompanhar o que se passa quando ela opta pelo não. Tudo entremeado ao dia-a-dia dos personagens e controlado com brilhantes toques de sutilezas, verdades e observações da nossa humanidade. A escritora encontrou uma forma super interessante de contar uma ótima história de encontros e separações em 541 páginas de leitura fácil. A maioria de nós tem saudades das escolhas que não fez, dos caminhos que não percorreu, de como seria, sendo, caso tivesse ido ou fosse, entende?  O livro resolve isso para Irina. Ela tem a possibilidade incrivel de viver plenamente duas escolhas.

Nunca fui primeira dama (ainda mais em Cuba)

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” Como é Cuba? é um te amar por todos os lados ” (Dicodallma)

Com Nadia Guerra, seu alter ego ficcional, a romancista e poeta Wendy Guerra escreve a história proibida das mulheres de Cuba. Publicado em oito países, cruza ficção e realidade no relato de uma mulher obcecada pela ideia de encontrar a mãe, que a abandonou aos dez anos de idade. Imersão num bravo mundo feminino, a busca por Albis Torres é também uma viagem a seu próprio passado e às salas escuras do regime cubano. Ao trazer a mãe de volta a Havana, resgatada em Moscou com uma doença que lhe tirou a memória, Guerra descobre em uma caixa de objetos pessoais os rascunhos de um romance que Albis escrevia sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro, heroína da revolução cubana. Rápida, às vezes triste e noutras envolvente como a alegria de uma Rumba, “Nunca Fui Primeira Dama” é um bom livro. Depois, a autora é linda e falante.

Pra se guardar

” Amigo diminui o joio e multiplica o nosso trigo ” (Dicodallma)

Já foram ilustres desconhecidos, os nossos amigos. Então, depois de um tempo, sabem onde guardamos preciosos segredos, além da chave do carro. Amizades de verdade resistem a tudo, de separação ao exílio. No primeiro caso, os amigos do casal têm uma neutralidade que sofre, uma mistura entre Suíça e Argentina. Em caso de exílio, situação que pode te mandar para fora do país ou para dentro de você mesmo, os amigos simplesmente esperam. E enquanto fazem isso, te celebram, não te esquecem nem deixam que te esqueçam. Aquecem, fazem preces, passeatas, escrevem, ligam fogueiras simbólicas e continuam torcendo contra o seu time do coração: a amizade é a tradução simultânea das diferenças. E os porres? E as visitas fora de hora? Os risos que saem do nada, os choros por tudo um pouco, os programas de índio, as conversas madrugada à fora? Amigo é um território onde não se pede documentos. Barulhentos ou quietos, errados ou certos, amigo está ali pra se oferecer em partilha, apoio, constância. Amigos não nos abandonam porque não se abandona um amigo, simples assim. Amizade é um estado incondicional, um oferecimento permanente de presença quando necessária. E de ausência, quando indispensável. Se engana quem pensa que amigo que é amigo compreende qualquer coisa que a gente faça. Isso é trabalho para o terapeuta. Um amigo de verdade usa isso, a verdade, quanto ao que sente ou pensa a nosso respeito. E ainda por cima nos diz, o desajuizado. Sabem passar a mão na cabeça como ninguém. E seus cascudos doem como nenhum outro. É da mistura inexata entre carinho acolhedor e firmeza incandescente que nascem amigos e vivem as amizades. Sem elas, teríamos bem pouco a fazer no mundo e nossos míseros feitos, um sabor muito menos intenso. Porque somos, vestimos, olhamos e ganhamos expressão real muito a partir do olhar daqueles a quem confiamos nos mostrar sem máscaras. Acho injusta essa fama de melhor amigo do homem que os cães ostentam. Como nossos amigos, eles fazem xixi na sua frente, comem de um modo desejeitado e se fingem de mortos em algumas circunstâncias. Certo, se alegram quando você está feliz e se entristecem quando é o caso. Mas se você precisa é de uma opinião, o máximo que um cão lhe dá é a pata. Diferente de casamentos, ninguém pede outra pessoa em amizade. Apenas se tornam amigos, dispensam testemunhas e em caso de separação, não há litígio: o fato em si já é sua pena máxima. Amigos têm algo de mágico, sabem sumir quando isso é importante. E reaparecem na hora certa, o momento em que precisamos de um amigo. Não para nos consolar. Nem para nos dizer o que fazer. Não para nos acusar, amigos não julgam. Voltam aos nossos dias porque é isso que os amigos fazem, estão à nossa volta, habitam as horas para que a gente passe mais tempo perto de nós mesmos. Amigos não são perfeitos, são sujeitos comuns. Entre todos, é aquele um que te conhece e que se oferece em amizade plena sem entremeios, sem entretantos e sem portanto isso ou aquilo. Por isso não é possível ter milhares de amigos, nem centenas, apenas alguns no máximo. O motivo é que não somos tão valentes, nem tão inteligentes, nem tão talentosos, nem tão qualquer coisa. É preciso tempo e paciência para descobrir nossas qualidades, um tempo que as maiorias não dispõem, mas que aos amigos sobra. Amigos são uma notícia boa, futebol aos domingos, um sábado à toa. Cuidam dos nossos filhos como se fossem deles. Cuidam da gente como se fossem eles. Lembranças, confiança, construção. Amigos de tempos difíceis, amigos que chegam na hora, amigos que buscam neosaldina, amigos que fazem o que é necessário. Amigos são precisos, são preciosos, são o que mais temos de nosso. Quem somos sem o riso que entendemos, o pão que partilhamos, a vida que vivemos? Somos também os amigos que temos, aqueles a quem protegemos e que são um pouco nossas lanças, um tanto nossos escudos. Para ser um amigo assim, para ter um amigo dessa grandeza, é preciso oferecer-se em amizade, criando em si o espaço propício para verdades duras ou amenas. Amigos se cultivam aos poucos, chegam lentamente, nem sabiam que seriam essas almas resistentes ao tempo, qualquer tempo. Simples, complicados, os de qualquer momento, aqueles especialistas em assuntos específicos, os que escrevem feio, os que nos acham bonitos, amigos são indispensáveis e se você respira, precisa de um. Não consigo imaginar qualquer história pessoal sem um amigo perto, pronto, especialmente atento. Talvez na fonte das nossas amizades exista uma frase, quem sabe uma senha, a revelação definitiva da incógnita da existência. Ou não seja nada disso e para coisa ou outra precisaremos de um amigo porque ter e ser um amigo é tecer na alma o gesto básico, indispensável e essencial de ofertar-se à vida, suas asperezas e carinhos. Viver é um mapa. Amizade é o caminho.

Aos amores, vãos

Vãos são espaços onde se conversa, preferencialmente sem pressa. Ali, não há necessidade que nos abrigue ou obrigue, apenas escolhas pessoais, nem menos nem mais. Certo e errado são opiniões em cercas de arame farpado, precisam ter razão ou perdem o sentido. Portanto, por definição, errado e certo é só uma questão de lado. O amor nos recebe sem maiores perguntas e deixa partir os viajantes cujo destino não era ainda ele, por mais que assim se deseje. Todo restante dito sobre amantes, amores e amor é invenção do cinema: todo mundo vive sem todo mundo, ninguém deveria sair de casa se não pode ser feliz sozinho, felicidade é um estado pessoal. O amor é multiplição, depilação, um vão, abraço da alegria, é um contentamento, um samba enredo, não uma solução para os nossos medos inventaImagemdos ou reais. Provoca suspiros, motiva camisas novas, banhos mais demorados, os enamorados são um tipo lindo de se ver. Se ainda não aconteceu, um dia vai ocorrer e afirmo, será uma correria por tudo, por nada, por um beijo a mais na escada, um minutinho de plenitude. Viver dá muito trabalho, mas o salário compensa. Por amor, é quase tudo de graça, entende a diferença? Então não comprometa seu amor com responsabilidades que estão longe da sua competência. Seu amor não serve para fazer você feliz como nunca. Ele existe para saber você feliz como sempre. Deixe que o amar faça exercício, o mantenha em movimento ou ele vai se transformar em espelho, imagem, vício, um amar o amor prejetado, planejado, um amor sem o sentido do amor. Caminhe procurando não confundir costume com saudade, te amo com bom dia, ciúme com cuidado. Não dependa de nada para ter uma grande vida. Então, talvez, você será um vão onde seu amor pode viver tranquilo.

Eu gosto da novela das 8

E tem mais uma coisa, acho mais divertido do que  “O capital” do Max que não, não é o amante da Carminha (que é casada com o Tufão, que gosta mesmo é da dona do salão de beleza). Adorava novelas mesmo quando elas eram péssimas, porque

Max, eu te amo
Assim, a nivel de brasil, entente?

não assistiria agora, que são apenas ruins? Os programas religiosos também contam com a minha audiência e confesso (sic) que me divirto tanto quanto Friends, Chaves, Big Bang e outros enlatadinhos. Dia desses um dos atores do “Avenida Brasl” deu uma entrevista muito caprichada e afirmou que a trama “é um divisor de águas na produção cultural brasileira”. Prova que mesmo sendo rasas, as águas podem ser divididas, depois multiplicadas para milhões de corações brasileiros, como diz aquele samba que não sei quem fez. A trama envolve uma bandida (que também é mocinha) e uma mocinha, que pratica bandidagens. No meio de tudo, a cultura suburbana, o “Charme Dance”, uma salada indigesta de ver como arte, mas uma delícia para não pensar em nada. Ah sim, no final, muitos se casam, alguns são punidos e outros se dão bem. Quer mais Avenida Brasil do que isso?