Tec, tec, tec

Escrevo o que sei ou lembro. Não posso fantasiar escritas, teclar afetos ou feitos inexistentes. Se digito “vi um gato branco e preto” é porque um branco e preto gato passou por mim, nem mais nem menos. Com o que não sei ou não sinto não gasto tinta. Escrevo meu estado, divido olhares, falo de gente, da gente, descrevo. Minha máquina nem é tão velha quanto a da foto, tampouco mais linda. Eu fiz curso de datilografia e te amo. São duas coisas que me aconteceram, por isso escrevo. ***