Mariel Fernandes

As vistas do meu ponto

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Eco

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De sol a sol

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Recomeço

diferente

Sou do tipo que que vive abraçando os dias. Rio e choro à toa, gosto do frio, adoro trocadilhos, pipoca doce e leite gelado com Sucrilhos.

Gente como eu vive discordando de quem aposta no pessimismo. Sei que estão em maioria, que vivem ocupados, costas açoitadas, que andam em manadas e acreditam em tudo, o que é o mesmo que acreditar em nada.

Penso nisso enquanto aguento e preparo meu exército de argumentos. Evito quem bate em retirada e fujo de qualquer um que viva dizendo “eu não disse?”. Sou a própria esquisitice e creio que o Inter em campo reproduz meu estado de ânimo. Canto de vez em quando e dou entrevistas enquanto ando. Em minha defesa, não espero que a vida surja da lógica ou que possa se resumi-la à ponto de se a tornar cinza ou monótona.

Penso que é fora da caixa e cercada de um carinho inesquecível que existir se torna possível. Sou da tribo dos adoradores do arroz doce e mantenho certezas absolutas em outros recintos. É assim que respiro enquanto sinto.

Sei o que passam os nerds, os apontados, os diferentes, os abandonados, os que andam em silêncio e com a alma ardendo. Os tatuados, os pobres coitados com grana, os mendigos, os benditos, os sacanas, as mulheres, os anões atores dos circos de horrores. Sabe o que têm em comum os mexicanos, os haitianos, os paraguaios e os icônicos? Eles são feitos do mesmo desprezo que forma um estado islâmico.

Gordos, negros suspeitos, pós-graduados, desesperados, estagiários e demais desprezados, não se rendam. Das nossas assimetrias surgirão dias diferentes. Imperfeitos, feitos de restos restaurados de outros dias, realizados com a alegria artesã, caricatos de tão sofisticados, é como prevejo. Um tempo inacabado, em construção, sob nova direção e sem sertanejo. Um tempo que dispensa o sorriso Facebook, a seriedade twitter, um tempo onde o Grêmio viva perdendo pro Inter. Aos iguais, a chance de um tempo criativo, um teatro essencial, os sorrisos de Eneida, florestas inteiras de Verbena. Aos comuns, o fim dessa pena e o início da primavera. Ao Barichello, um primeiro lugar merecido. Aos filhos, um campinho de futebol ao lado da igreja. A Deus, o pedido de recomeço para todos nós. E que Ele diga que assim seja.

Pa lavras

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Sem palavras não fico. Não corro esse risco, tenho dito ao longo dos meus escritos. Vivo antes o que digito, duvido do que aponto, vou de ponto a ponto descrevendo minhas interrogações. Corro de frases prontas como o diabo foge da cruz, as deixo tontas, aplico vírgulas, dois tontos, não suporto exclamações, a não ser em situações como é gol do innnter!!!!!!! Tendo visto ou sonhado,  depois é fácil, dou minha palavra ao que transcrevo ou traduzo. É só dizer o que ouço, contar o que houve,  escrita é a vida com todas as letras. Morte é a palavra desencarnada, descrever é um modo de amar e a lembrança inscrita do que fomos, somos ou seremos é um jeito de perdoar. Perdeu? Escreva. Não é seu? Escreva. Doeu? Escreva. O registro é mais do que um alento, é a melhor arma quando o ressentimento cala fundo e se tropeça em pedras, tocos, saudade, desgosto, lembranças, rugas, rusgas, frios e lamentos. E se o sentimento for bom, escreva. Então te ocorrerá chocolate, fim de tarde, sucrilhos, terra molhada, o dia que nos encontramos, o que falamos, onde estivemos, as coisas que não fomos capazes. Jogue limpo com as palavras, elas são lavras, resistirão ao sol, ao frio, ao fim e ao infinito. Servem para anunciar ao mundo que é por você que tudo foi escrito. 

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