Ensaio Crítico Sobre Tendença

Cricri, o crítico
Ele é prefeito, vereador, ex presidente da Liga da Justiça. Atualmente vem sendo muito utilizado como meio campo, mas nunca se sabe.

” Há todo um expressar, entende? Dá pra ver de imediato que trata-se de um impressionante representante da Escola de Kotescusturá, que se movimenta espontaneamente por perto e próximo, algo evidente pelas formas, ângulos e notas fiscais. É também  um entendimento de quem entra, sai ou fica com muita facilidade no meio extremado do entre uma coisa ou outra, talvez ou certamente ambas. Nada é certo,  é o que não parece, a não ser – possivelmente – o Newmar. Merece nota os tons de golfismos, muito presentes pela ausência de um substrato qualquer. Ou, como diria Pelé, “entende?”. Finalmente o metaquântico espírito de  Joseph mouth the goat vai se manifesta para que o espectador médium perceba o espírito da coisa. Não esquecer e levar em conta que trata-se de uma obra Ilza Carlística por ocupar com autoridade um espaço enorme. O artista faz um passeio perturbador e estrondoso num mundo estranho, onde consegue unir em uma mesma tela (acho que é uma tela), o melhor de Marisa, Luiza e Renner, ainda que apenas essa última realmente faça tudo em 12 vezes no cartão “

Nunca fui primeira dama (ainda mais em Cuba)

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” Como é Cuba? é um te amar por todos os lados ” (Dicodallma)

Com Nadia Guerra, seu alter ego ficcional, a romancista e poeta Wendy Guerra escreve a história proibida das mulheres de Cuba. Publicado em oito países, cruza ficção e realidade no relato de uma mulher obcecada pela ideia de encontrar a mãe, que a abandonou aos dez anos de idade. Imersão num bravo mundo feminino, a busca por Albis Torres é também uma viagem a seu próprio passado e às salas escuras do regime cubano. Ao trazer a mãe de volta a Havana, resgatada em Moscou com uma doença que lhe tirou a memória, Guerra descobre em uma caixa de objetos pessoais os rascunhos de um romance que Albis escrevia sobre Celia Sánchez, secretária pessoal de Fidel Castro, heroína da revolução cubana. Rápida, às vezes triste e noutras envolvente como a alegria de uma Rumba, “Nunca Fui Primeira Dama” é um bom livro. Depois, a autora é linda e falante.