Mariel Fernandes

Vistas do meu Ponto

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Entre

Na esquina de todas as ruas que vivo, há um artista que tece presentes improváveis. Um pacote de suspiros, uma lata de vontades, várias duchas de água fria, um pé de alegria, todo tipo de prece pra qualquer desejo pendente.

Entre em portas entalhadas por mãos habilidosas ou pelo tempo que as torna hábeis e estarás de frente pra todas as ruas onde piso descalço. Ali lembro de ti se faz sol ou quando chove um pouco, bem mirrado, um trapo de água doce, um naco fino de uma noite aguada, um veio dos diamantes azuis e seus brilhos silenciosos.

Já disse hoje? Já dei sinais, acendi fogueiras e subi na arvinha que a gente tem. O certo é que estou ali, onde parece que adormeço mas o que faço é vigiar a noite para alma que amo encontre o sol, brinque na rua e se quiser dormir, esteja tudo bem.

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Bom findi

Você consegue ler “Toda Vida Daria um Filme” ?

Meu sono só não é maior do que minha vontade de dormir. Foi uma semana boa, dessas em que se levanta às 6 e só bem tarde mister Morfeu vem falar com a gente. Definitivamente, não estou ficando mais jovem, me contaram com riqueza de detalhes os últimos 7 dias de jobs intensos.

Quando pequeno, imaginava que viveria até os 50 e há 5 anos, quase acertei a previsão. Não vejo porque arriscar um novo palpite, nem motivo recusar os mimos que o tempo me traz, ainda que saber o que significa mimos revele o tanto que já percorri. Mesmo assim, é estranho estar prestes a pagar meia entrada no cinema, ter direito à vagas especiais nos estacionamentos da cidade e a preferência no atendimento em lugares públicos.

Às vezes não encontro o que gostaria. Então sigo pra outro tempo, como quem garimpa a preciosidade da vida, decifrando suas respostas rápidas, que (imagino) sejam as possíveis ou disponíveis. Ainda assim, valem o passeio e aquecem os joelhos, ao mesmo tempo em que me acostumo ser chamado de senhor com mais frequência. Que a sabedoria seja enluarada e feita de serenar profundo e sonhos se espreguiçando.

O presente de hoje é uma estrelinha que Vitor Ramil criou pra nos lembrar o silêncio bonito das noites. E que Milton canta confirmando o tom suave dos dias.

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